Na corrida, mulheres lesionam o joelho sete vezes mais do que os homens

domingo, 26 de novembro de 2017

Sem dúvida, cada vez mais mulheres frequentam os campos de futebol, as quadras e pistas de corrida no mundo todo. A prática esportiva, a crescente profissionalização nas mais diversas modalidades e a busca do fitness e da qualidade de vida através do esporte trouxeram maior exposição e, consequentemente, lesões que antes eram quase exclusivas dos homens.Estudos publicados nos últimos 20 anos mostram que as mulheres não estão apenas se lesionando, mas que isso acontece em taxas absurdamente maior do que os homens. Para o futebol, por exemplo, atletas do sexo feminino têm quatro vezes mais chance de sofrer uma lesão ligamentar do joelho e, para a corrida de rua, esta proporção extrapola o índice de um homem para sete lesões mulheres lesionadas para a mesma intensidade e volume dos treinos.

Estudando atletas do sexo feminino no basquetebol e futebol, Arendt e Dick notaram que, em cinco anos, a taxa média de lesão do ligamento cruzado anterior do joelho foi de 0,31 por 1000 atletas de para jogadoras de futebol feminino, em comparação para os 0,13 por mil atletas de exposições para os seus homólogos masculinos. Para o basquete, a taxa foi de 0,6 por mil atletas mulheres em comparação com 0,07 por mil atletas homens. Mas, afinal, por que isso acontece? A ciência tenta explicar esta discrepância através de três teorias:

Neuromuscular

Autores que defendem a primeira, afirmam que as atletas exibiriam um tempo de recrutamento de grupos musculares e tempo de ativação destes músculos maiores que os observados em homens. E que isso poderia afetar a dinâmica de diversas articulações, principalmente o joelho. De maneira mais compreensiva, isso significa que, em uma aterrisagem do vôlei ou a cada passo de uma corrida, o “comando” vindo do cérebro para que a musculatura se contraia de maneira adequada, chega “atrasado”, fazendo com que as articulações estejam mal posicionadas e em maior risco de lesão, tanto por micro-trauma repetitivo, quanto para entorses e distensões.

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