Mesmo com campanhas, assédio ainda é frequente nos blocos de SP, dizem folionas

domingo, 11 de Fevereiro de 2018

A mensagem é clara, curta e esteve, para além da voz, adesivada nos corpos e fantasias: “Não é não”. Entretanto, mesmo com as campanhas de conscientização, na avaliação de folionas de São Paulo, ainda não foi possível romper com a cultura de assédio durante o carnaval de rua na cidade.

Mulheres entrevistas pelo G1 em diferentes blocos relataram casos em que se sentiram desrespeitadas e inseguras durante a folia paulista.

As estudantes Rayanna Laura e Rayara Fradique contam que sofreram assédio no bloco Casa Comigo, que desfilou no pré-carnaval, na semana passada, no Largo da Batata, na Zona Oeste.

“Eles fingem que estão empurrando para passar, mas ficam encoxando. A gente não fala nada no meio da multidão com medo que dê briga”, explica Rayara Fradique.

“Eu acho que continua a mesma coisa, mesmo com as campanhas. Eles acham que é mimimi das mulheres”, completa Rayanna Laura.

Marina Andreoli, de 28 anos, diz que o perfil de alguns blocos influencia, mas no geral o comportamento assediador ainda é bastante presente.

“Depende do bloco, tem alguns que as pessoas que integram respeitam mais, mas ontem mesmo eu fui assediada aqui em Pinheiros. Eram 21h, eu subia sozinha na rua e um homem me agarrou pelo braço, me pedindo um beijo, dizendo que eu era bonita e querendo em agarrar. Eu tive que dizer não várias vezes, até pensei em ser mais grossa, fazer algo, mas eu estava sozinha e fiquei com medo”, disse ela, que consegui se desvencilhar do homem e encontrar amigos mais adiante.

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