sexta-feira, 14 de julho de 2017

A espera excessiva em filas de bancos é uma situação vivenciada corriqueiramente por muitas pessoas, mas nem todos os que encaram o problema na vida prática entendem como é o regulamento no Brasil.
 O tempo limite de aguardo, por exemplo, não está previsto em apenas uma lei da fila de banco, pois o poder de legislar sobre o assunto é das esferas estaduais e municipais e cada localidade o trata de acordo com as próprias responsabilidades. Não sabemos qual a esfera adotada pela cidade de Garanhuns e por isso estamos recebendo inúmeras denúncias.
Estou dentro do Banco do Brasil agência do centro de Garanhuns há quase 3 horas e entrei por volta das 10h53 conforme senha. Na minha frente até agora só chamaram  9 pessoas e só Deus sabe a hora que sairei daqui. Cadê a lei? A quem devemos recorrer? Isso é uma falta de respeito para com o cliente!”. Disse um usuário da agência.
A Lei Municipal  Nº2.927/1998 assegura que, entende-se como tempo razoável para atendimento: até 30 (trinta minutos) em dias normais e 45 (quarenta e cinco minutos) em véspera de feriados prolongados.  Mas não é o que atualmente acontece. Agências bancárias vêm jogando na lata do lixo a lei municipal. O cidadão que enviou a denuncia, chegou a ficar mais de 3 (três) hora para poder ser atendido.

O JI, está a disposição da Agência para quaisquer esclarecimento, diante de tamanha irresponsabilidade.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Moradores do Bairro de Heliópolis em Garanhuns, durante a tarde de hoje (13), relataram em entrevista ao Programa Combate da 87FM,  que a Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada na Rua da Liberdade em Garanhuns, havia sido interditada na manhã da última segunda-feira(10), pela Defesa Civil e que mesmo com a interdição agentes, enfermeiros e médicos continuavam recebendo pacientes para não deixar a população sem atendimento. De acordo com a moradora Maria de Fátima Ferreira, moradora da localidade, agentes da Defesa Civil, estiveram no prédio onde fica localizado o PSF e após vistoria interditaram o estabelecimento público. “Eles vieram segunda-feira, olharam as rachaduras, as parede molhadas e a quantidade de mofo e decidiram interditar. A situação não é fácil, exitem duas saídas de fosse na sala da dentista, que já cedeu e depois foi tapado. Nós queremos apenas que eles aluguem uma casa aqui próximo, pois onde é para a gente ir é muito longe, fica lá no Sossego, e a gente não aguenta. Estamos sem PSF aqui, temos que andar muito pra ter atendimento, têm idosos, gestantes e cadeirantes, precisamos de uma providência.” Disse a usuária da UBS durante a entrevista.

Os moradores reclamam do local onde estão sendo atendidos, que é a UBS Heliópolis, localizada na rua Agostinho Branco, no Heliópolis (Sossego). De acordo com eles, além da distância, os profissionais da referida unidade atendem mal. “Eles atendem como se fossemos bicho, como se a gente fosse cachorro. Não somos bicho não, somos gente. E outra, lá é muito longe, tem idoso que está sem atendimento” Disse uma moradora indignada.A redação do JI, entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Município, a qual informou que “Nos últimos dois meses, o índice de chuvas acumuladas superou o percentual previsto para Garanhuns. Em precaução às possíveis consequências desses números, a Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (Compdec) está em alerta, monitorando áreas de risco e realizando inspeção de imóveis — interditando quando necessário. Ao todo, quatro locais foram interditados durante os últimos dias no município. Entre eles,  a interdição da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Liberdade, e todos os serviços de atendimento à população foram transferidos para a UBS Heliópolis, localizada na rua Agostinho Branco, s/nº, próximo à Escola Professora Elvira Viana.”

A Prefeitura ainda não se pronunciou quanto a questão de alugar um imóvel mais próximo para facilitar o atendimento aos pacientes. O JI, está a disposição dos órgãos caso desejem esclarecer os fatos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

O prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, pretende decretar estado de emergência no município – que depois de um longo período de seca vem enfrentando problemas com as chuvas intensas. Ontem, a cidade foi palco do desabamento de um prédio no bairro de Aluísio Pinto, que soterrou quatro pessoas. As buscas duraram mais de 12 horas. Uma mulher e seu bebê, de apenas 20 dias, foram resgatadas com poucos arranhões. O pai da criança e outro morador já foram localizados sem vida.O desabamento aconteceu por volta das 6h, em um conjunto residencial de três blocos, cada um com seis apartamentos, na rua Desembargador João Paes. O imóvel já havia sofrido um desmoronamento parcial durante a construção, em 2008, mas não se sabe ainda se os episódios têm ligação. Certo de que as chuvas contribuíram para este e outros acidentes, o prefeito Izaías Régis pretende decretar estado de emergência.

“Já são mais de 60 dias de chuva sem parar. Outras duas casas caíram e há outras interditadas. Não tenho dúvida que a chuva contribuiu e muito para esse desabamento, o prédio fica no final de um morro, o solo é barroso e pode ter sofrido acomodação. Mas há informações de que quando parte do prédio caiu durante a construção os próprios moradores o reconstruíram, estamos apurando”, declarou o prefeito, que está em São Paulo acompanhando a filha em uma cirurgia.

O Prefeito de Garanhuns lamentou o ocorrido e salientou que não se pode reclamar de chuva após tanta seca. “Já solicitei o decreto de estado de emergência (o governador ainda precisa aprovar) para que a Defesa Civil Nacional possa ajudar as famílias e nos apoiar para fazermos os trabalhos necessários”, disse Régis.

(COM INFORMAÇÕES JC ONLINE/ GIDI SANTOS)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Tendo passado ontem o dia todo no local de uma das maiores tragédias ocorridas na história recente de Garanhuns, o Jornal Imprensa do Agreste colheu e ouviu vários depoimentos de moradores e vizinhos no sentido de que a queda do edifício residencial de dois andares da Rua Desembargador João Paes, no bairro Aluísio Pinto, era uma tragédia anunciada.O prédio tinha somente seis anos e apresentou problemas já no início de sua construção, vindo a desabar, segundo o morador do setor. Com as constantes chuvas na cidade nos últimos dois meses, a situação se agravou deixando os moradores preocupados. Antônio Arcoverde, um dos mortos, vivia com medo. Já tinha ido à imobiliária reclamar da situação do seu apartamento e, segundo sua mãe, estava procurando casa para morar temendo que o pior pudesse acontecer, não tendo saído antes por estar com uma filha de 20 dias.Outro depoimento contundente no sentido de que houve negligência por parte da prefeitura, é do economista João Paulo Tavares, morador do prédio que caiu. Ele residia anteriormente no 2º andar, mas, como o apartamento estava apresentando muito vazamento, se mudou para o térreo. João afirmou que, ao mudar para o térreo, conversou com um engenheiro da prefeitura sobre a segurança da estrutura já que as paredes apresentavam rachaduras. “Eu fiquei preocupado e ia me mudar de lá, entretanto, indaguei ao mesmo se ele moraria no local com sua família mesmo com aqueles problemas. A resposta dele foi que sim, que moraria. Com essa palavra do engenheiro eu desisti da mudança”, reforçou o economista em entrevista ao Combate, ancorado pelo radialista Pereira Filho. João Tavares e sua família escaparam do desabamento porque não estavam no apartamento no dia de ontem. Eles tinham viajado no dia anterior para visitar parentes e nasceram de novo. O Jornal Imprensa tanto como o Programa Combate entraram em contato com o economista, o qual confirmou a informação sobre a ida de um engenheiro da prefeitura ao prédio. Ele reitera que foi na Secretaria de Obras e Serviços Públicos para avisar que havia sido uma reforma do telhado do Bloco A. Ainda segundo João, veio um engenheiro da prefeitura no local e aprovou a reforma enfatizando que o prédio era seguro. Uma reforma do telhado do prédio que caiu seria feita, mas não deu tempo.No local o cenário é desolador e parece que foi atingido por um terremoto. Conversamos com os moradores, tanto dos dois edifícios que ficaram de pé, quanto com os do que caiu e percebemos que a tristeza e a indignação são sentimentos latentes naquelas pessoas. Algumas lamentaram o fato de, tendo se passado mais 24 horas da tragédia, ninguém da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Garanhuns os procurou para oferecer apoio.Outra queixa dos moradores é quanto a saques ocorridos na noite de ontem. Desconhecidos encheram duas carroças de materiais que ficaram entre as vigas e concreto do prédio que caiu e se evadiram. “Me revolta que a prefeitura de Garanhuns no Natal Luz deixe dezenas de guardas para proteger os ursinhos e em um caso desse, não ficou um guarda para proteger o que restou do nosso patrimônio”, disse um morador indignado.Uma investigação sobre as causas do desmoronamento já foi iniciada pela Policia Civil. O Instituto de Criminalística (IC) deve começar a perícia no local ainda hoje, mas não precisa ser especialista na área para deduzir que, se tivesse havido um maior rigor na fiscalização, talvez Antônio e Edval ainda estivessem vivos. Não há como negar também que houve erros na elaboração do projeto e também na execução da obra, a começar pelo próprio local onde foi construído, um solo instável e que, segundo os moradores, tinha incidência de minação. A SOCIEDADE ESPERA RESPOSTAS.

OJornal Imprensa está à disposição da Prefeitura de Garanhuns para que sejam prestados os esclarecimentos sobre os fatos levantados nesta publicação

segunda-feira, 10 de julho de 2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um prédio residencial desabou já no início da manhã de hoje (10), na Rua Capitão João Paes, Boa Vista, em Garanhuns, no Agreste pernambucano. O SAMU e Corpo de Bombeiros foram acionados e prestam socorro às vítimas.
Mãe e filha foram socorridas com vida e estavam em meio aos escombros. Uma recém-nascida foi socorrida pela equipe do SAMU, e encaminhada ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Outras três possíveis vítimas estão em meio aos escombros, sendo um homem, uma idosa e outra moradora.
Estava dormindo, acordei com o barulho do prédio, muitas pessoas gritando, e uma mulher gritando pelo seu marido, me acordei no desespero“, relatou uma moradora das proximidades.

 

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