segunda-feira, 06 de março de 2017

Depois de ler sobre a repercussão da matéria do programa “Fantástico”, que resolveu acompanhar o processo de uma jovem traficante brasileira nas Filipinas, presa por transportar quase SEIS quilos de cocaína e que foi tratado como um caso absurdo e inaceitável, devido à rígida política estatal referente ao tráfico naquele país, tive a certeza de que nossos jornalistas não são apenas hipócritas, são muito desonestos também.

Sem entrar no mérito da linha de atuação no combate ao tráfico de drogas nas Filipinas e os métodos utilizados, gostaria apenas de dizer aos nossos copiosos jornalistas, que vocês não precisam sair do Brasil para a constatação da nossa tragédia, que é muitas e muitas vezes pior do que a daquele país.

O jornalista fez cara de e voz de virgem em prostíbulo, para se indignar com a quantidade de mortes em uma única noite em Manila: OITO. Todas elas relacionadas ao tráfico ou consumo de entorpecentes.

Seu jornalista, pare de enganar os brasileiros! Apenas numa busca superficial encontramos os presentes dados com referência aos assassinatos no Brasil e, aqui perdem suas vidas não apenas pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e a bandidagem em geral, como também são mortos trabalhadores, policiais, crianças, donas de casa, idosos, estudantes e etc.

Em um único dia no Rio de Janeiro e região metropolitana podemos ter de 30 assassinatos. A média de homicídios na cidade é de 16 mortes POR DIA, ou seja, o dobro de Manila.

Em São Paulo e região metropolitana a média é ainda pior, quase 20 pessoas POR DIA são mortas pela violência e sobretudo por ladrões e traficantes de drogas.

Belo Horizonte e seus arredores não ficam atrás! Têm até 19 mortes POR DIA! Ou seja, uma verdadeira carnificina, e o senhor jornalista acha um absurdo OITO mortes num país estrangeiro. Nos poupe desta hipocrisia, meu senhor! O Brasil está em guerra e tem estatísticas infinitamente mais cruéis. Temos mais de 60 mil assassinatos por ano. O senhor se revoltou ao afirmar que desde a posse do presidente filipino, 8.000 pessoas foram executadas. Conte ao seu público que Rodrigo Duterte tomou posse em 30.06.2016 ou seja, há oito meses e uns dias. Neste lapso de tempo no Brasil, mais de 40 mil pessoas já perderam suas vidas para a violência endêmica e de guerra.

Mostrem a nossa situação catastrófica! Não precisam aterrisar nas Filipinas atrás de comoção em prol de uma jovem perdida para a educação progressista( que vocês jornalistas tanto ajudaram a difundir e implementar no nosso país) e pela falta de valores éticos e morais da nossa sociedade. A criminosa não precisa de compaixão alguma e deve pagar pelo seu grave erro. A lei filipina que resolva. Não quer ser preso nas Filipinas por tráfico de drogas? Não viaje para lá com esta finalidade e ponto final. Trafique apenas no Brasil, pois não dá quase nada e ainda tem jornalista ( e político) para te defender e te transformar em “vitima da sociedade“. E se por acaso sua estada nhão estiver confortável no presídio em que cumpre pena, o governo ainda te pagará uma bela indenização.

Manifesto de Cláudia Wild.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Como alguém, em sã consciência, pode ter saudades de um governo que tinha, apenas, 12 ministérios? Prova, inequívoca, que o país não era bem administrado.

Como confiar em presidentes que morreram pobres? Um homem que ocupa o cargo máximo de uma nação, sem fazer fortuna, prova que não sabe aproveitar oportunidades, nem gerir o patrimônio próprio. Um incapaz.

Como ser saudoso de uma época de ditadura, onde todos os cidadãos tinham direito ao livre acesso às armas de fogo? E pior, a repressão era tão violenta que, mesmo armados, os cidadãos não se matavam. Isso demonstra o medo da população contra aquele governo bárbaro.

Como respeitar um regime que criou o INSS, o PIS, o PASEP, regulamentou o 13º, instituiu a correção monetária, criou o Banco Nacional da Habitação, o FUNRURAL, construiu mais de 4 milhões de moradias e abriu 13 milhões de vagas de emprego?

Melhor nem falar de infraestrutura. Em 21 anos, conseguiram, apenas, asfaltar 43.000Km de estradas, construir 4 portos, reformar outros 20, instalar as maiores hidrelétricas do mundo, de duplicar a produção da Petrobrás, criar a Embratel e a Telebrás, implementar dois polos petroquímicos, entre outras coisinhas sem importância.

A educação era ridícula. Pegaram o país com 100 mil estudantes secundaristas e transformaram em 1.3 milhões. Criaram o Mobral, o CESEC, a CNPQ e o programa de Merenda Escolar.

Nestes vergonhosos anos de chumbo, onde o PIB cresceu 14%, as exportações saltaram de 1.5 para 37 bilhões, atingimos a 7ª economia mundial e nos tornamos o 2º maior produtor de navios do planeta. Uma catástrofe!!

Realmente, durante essa página negra da história nacional, pelo visto, apenas os presídios funcionavam. Esses, sim, um exemplo. Neles entraram terroristas, assassinos, assaltantes, guerrilheiros, sequestradores, e saíram deputados, ministros, governadores e, até, seis presidentes. Isso que é recuperação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Somadas, todas as manobras e mesmo medidas legais contra a Lava-Jato não resultam no impacto e no risco potencial para a operação decorrentes da morte do ministro do Supremo Teori Zavascki, em acidente aéreo ontem em Paraty.

Relator da Lava-Jato na Corte, destinatário de todas as acusações envolvendo pessoas com foro especial, Teori, para agravar o quadro, morre no momento em que entrava na fase final de análise dos cerca de 800 depoimentos prestados por 77 executivos da Odebrecht, inclusive Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, no maior e mais importante acordo de delação premiada feito na operação.

Por ser a maior empreiteira envolvida no esquema de corrupção, com ramificações no exterior, esses testemunhos são vitais para esclarecer o esquema e sua vinculação com petistas e peemedebistas, principalmente, e também com possíveis estilhaços sobre o oposicionista PSDB, o PP e outros partidos. O caso interessa inclusive a países latino-americanos em que a Odebrecht recebeu ajuda de Lula para ganhar concorrências, também lubrificadas por propinas.

Acusações de corrupção contra Lula devem ganhar forma com essas delações. O mesmo ocorre na questão do financiamento ilegal das campanhas políticas de Dilma Rousseff. É por tudo isso — e mais o que se perde sem a capacidade do ministro de tomar decisões sempre sustentadas em cortantes argumentos técnicos, num processo de profundas implicações político-eleitorais como este — que a Lava-Jato se torna a grande perdedora com a morte de Teori Zavascki.

É prioritário, portanto, na substituição de Teori na relatoria do caso, que a mesma linha de trabalho do ministro seja preservada. Por isso, de imediato, precisa ser afastada pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e seus pares a possibilidade de o novo relator ser escolhido por sorteio. Não se pode jogar na roleta da sorte ou do azar assunto tão importante, com sérias implicações para o país.

O Globo

 

sábado, 14 de janeiro de 2017

A filosofia do sistema carcerário japonês é diferente da que rege todos os outros presídios ocidentais, que tentam reeducar o preso para que ele se reintegre a Sociedade. O objetivo, no Japão, é levar o condenado ao arrependimento. Como errou, não é mais uma pessoa honrada e precisa pagar por isso.

Além de dar o devido castigo em nome das vítimas, o período de permanência na prisão serve como um momento de reflexão no qual induzimos o preso ao arrependimento”, explica Yutaka Nagashima, diretor do Instituto de Pesquisa da Criminalidade do Ministério da Justiça.

Os métodos para isso são duros para olhos ocidentais, mas em nada lembram os presídios brasileiros, famosos pela superlotação, formação de quadrilhas, violência interna e até abusos sexuais.

AS DIFERENÇAS – Organização e limpeza imperam. Os detentos têm espaço de sobra e ficam no máximo seis por cela. Os estrangeiros têm um quarto individual. Ninguém fica sem trabalhar e os detentos não têm tempo livre para arquitetar fugas.

O dia do preso japonês começa às 6h50min. Às 8h ele já está na oficina trabalhando na confecção de móveis ou brinquedos. Só para o serviço por 40 minutos para o almoço e trabalha novamente até às 16h40min. Durante todo este período nenhum tipo de conversa é permitido, nem durante as refeições.

O preso volta à cela e fica ali até 17h25min, quando saí para o jantar. Às 20h tem que retornar ao quarto, de onde só saíra no dia seguinte.

Banhos não fazem parte da programação diária. No verão eles acontecem duas vezes por semana. No inverno apenas um a cada sete dias. “Não pode ser diferente porque faltam funcionários. Mas damos toalhas molhadas para eles limparem o corpo”, justifica-se Yoshihito Sato, especialista em segurança do Departamento de Correção do Ministério da Justiça.

AULAS DE JAPONÊS – Apesar das reclamações, os presos estrangeiros recebem um tratamento melhor que os japoneses: além do quarto individual, ganham cama e um aparelho de televisão onde são transmitidas aulas de japonês.

A comida é diferenciada. Não é servido nada que desagrade religiosamente qualquer crença de um povo. Para os vegetarianos, por exemplo, não é oferecida carne bovina.

O Japão não aceita acordos de extradição. Afinal, como causou sofrimento à população, o criminoso tem que pagar por isso no Japão mesmo.

Logo ao chegar à penitenciária, os presos recebem uma rígida lista do que poderão ou não fazer. Olhar nos olhos de um policial, por exemplo, é absolutamente proibido. Cigarro não é permitido em hipótese alguma. Na hora da refeição o detento deve ficar de olhos fechados até que ouça um sinal para abri-los.

ISOLAMENTO – Qualquer transgressão a uma das determinações o detento termina numa cela isolada. Apesar de oferecer tudo o que teria num quarto normal (privada, pia e cobertor), ela tem pouca iluminação. Se houver reincidência na falha, será punido com algemas de couro, que imobilizam os braços nas costas. Sem a ajuda das mãos, o preso tem que comer como se fosse um cachorro. Também tem dificuldades para fazer as necessidades fisiológicas.

Assim, conhecido o caso japonês, é interessante ver que nenhuma ou quase nenhuma “ONG” de direitos humanos interfere no sistema, dita políticas ou o governo permite que senador (como fez, numa ocasião, o senador Eduardo Suplicy) durma entre os presos, sob a justificativa de impedir represálias do Estado após rebeliões.

Aliás, como se diria “rebelião de preso” em japonês? Esta expressão lá não existe.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Para alguns ele realizou sonhos. Para outros, foi cruel. Há ainda os que o respeitaram, outros deitaram e rolaram em berço esplêndido. Mas para a grande maioria ele foi aquele relacionamento que queremos esquecer a todo custo, mas no fundo sabemos que as feridas deixadas são profundas demais para sarar com a velocidade que gostaríamos. E é aí que depositamos todas as nossas esperanças, toda a nossa fé em uma única noite, em um ponteiro que se move. Não entendemos 2016. De verdade. Não conseguimos acompanhar tantas coisas ao mesmo tempo.

Ter que cuidar da sua própria vida enquanto o mundo vira de cabeça para baixo é quase desumano. Mas mesmo sabendo que apenas anoitecerá 2016 e amanhecerá 2017 nos traz de volta uma esperança tão grande, tão viva, como uma voz dizendo pra nós que tudo vai dar certo. Lógico que não, muitas coisas vão dar errado, uma hora você vai se ver novamente no olho do furacão e logo depois virá novamente a calmaria. E é assim que é verdadeiramente a vida adulta.

Engraçada, triste, injusta, corrida, mas tão linda quanto a nossa infância. A diferença é que quando crianças perdemos passeios, ficamos de castigo, perdemos carrinhos e bonecas, mas perdemos. E isso não nos faz desistir. Por que então desistir de pessoas, de amigos, de amores e de toda a vida que ainda podemos ter? Sentimos muito “velho” ano, mas não vai ser você que vai roubar as nossas certezas, muito menos os nossos desejos. E eles são enormes, pode crer. Feliz 2017 para todos nós!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Quando o Brasil se tornou realmente um País de bandidos, de um povo cínico, metido a esperto, idólatra de falsos ídolos e de canalhas travestidos de “defensores de direitos humanos”? Precisamos de uma mudança profunda, radical, a semelhança daquela que o célebre Winston Churchill proporcionou ao povo inglês, quando, em Maio de 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, às vésperas da invasão nazista à Inglaterra, convocou, no seu discurso transmitido pelo rádio, toda a população.

“Só tenho para oferecer sangue, sofrimento, lágrimas e suor. Temos perante nós uma dura provação. Temos perante nós muitos e longos meses de luta e sofrimento. Perguntam-me qual é a nossa política? Dir-lhes-ei; fazer a guerra no mar, na terra e no ar, com todo nosso poder e com todas as forças que Deus possa dar-nos; fazer guerra a uma monstruosa tirania, que não tem precedentes no sombrio e lamentável catálogo de crimes humanos. Essa é a nossa política.

Perguntam-me qual é o nosso objetivo? Posso responder com uma só palavra: Vitória, Vitória a todo custo, Vitória a despeito de todo terror, Vitória por mais longo e difícil que possa ser o caminho que a ela nos conduz; porque sem a Vitória não sobreviveremos.

” Winston Churchill