sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O ex-governador Sérgio Cabral completa um ano preso nesta sexta-feira (17). Na frente da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, um grupo de 8 bombeiros levou faixas e tambores para protestar contra o governador. Os manifestantes levaram espumantes para a manifestação.

Os manifestantes também protestam pela permanência na prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, presos na última quinta-feira (16) após decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Eles se entregaram na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, após a decisão judicial, e foram levados para a penitenciária.

O ex-governador Sérgio Cabral foi preso no dia 17 de novembro de 2016 na Operação Calicute, sob as acusações de receber milhões em propina para fechar contratos públicos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Começa nesta sexta-feira (17) o pagamento dos recursos do PIS/Pasep para os cotistas aposentados. Trata-se do segundo lote de um total de R$ 15,9 bilhões que serão liberados para aproximadamente 8 milhões de pessoas. O PIS será pago por meio da Caixa Econômica Federal, e o Pasep, pelo Banco do Brasil.

A maior parte do dinheiro do primeiro lote, que começou a ser pago no dia 19 de outubro e é destinada aos cotistas com idade a partir de 70 anos, não foi sacada. Segundo dados do Ministério do Planejamento, apenas R$ 764 milhões foram pagos a 693 mil pessoas e há mais de R$ 9 bilhões disponíveis para cotistas com mais de 70 anos – ou seus herdeiros no caso de falecimento.

Segundo lote

Neste segundo lote serão 1,233 milhão de pessoas (19% do total) que receberão o dinheiro do PIS no valor total de R$ 1,791 bilhão, ou 16% do total, segundo a Caixa.

Já o BB não possui informações totais relativas aos cotistas do Pasep por lote. No entanto, o banco diz que está buscando informações com as Forças Armadas e Ministério do Planejamento para estimar o público enquadrado no saque do próximo lote.

Assim como ocorreu no primeiro lote, os correntistas dos dois bancos tiveram o dinheiro depositado automaticamente dois dias antes do início do calendário de pagamento.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A Justiça Federal de Pernambuco (JFPE) negou o pedido do Ministério Público e da Polícia Federal pela prorrogação da prisão temporária dos presos investigados na Operação Torrentes, que investiga desvios que podem chegar a até 30% de contratos que totalizam R$ 450 milhões para compra de colchões, filtros de água e comida para flagelados de enchentes na Mata Sul de Pernambuco neste ano e em 2010. Com isso, todos os 15 presos foram soltos nesta terça-feira (14).

Entre os liberados estão os empresários Antonio Manoel de Andrade Júnior, Antonio Trajano da Rocha Neto, Heverton Soares da Silva, Ítalo Henrique Silva Jaques, João Henrique dos Santos, Rafaela Carrazzone da Cruz Gouveia Padilha, Ricardo Henrique Reis dos Santos, Ricardo José de Padilha Carício, Roseane Santos de Andrade, Daniel Pereira da Costa Lucas e Taciana Santos Costa. A informação foi confirmada pela Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres).

A Polícia Militar também confirmou a soltura dos coronéis Fábio de Alcântara Rosendo e Roberto Gomes de Melo Filho. A decisão ainda vale para o tenente-coronel da PM Laurinaldo Félix Nascimento, que estava em prisão domiciliar. O acusado era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

O coronel aposentado da Polícia Militar Waldemir José Vasconcelos de Araújo já havia sido solto após ter o habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) na sexta-feira (11).

domingo, 12 de novembro de 2017

O presidente Michel Temer se reuniu neste domingo no Palácio do Jaburu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. A reunião não constava da agenda do presidente, que não previa nenhum compromisso oficial.

Segundo relato de um dos participantes, a reunião foi para discutir o cenário político.

Mais uma vez, entre os temas tratados, segundo o relato, esteve a possibilidade de o Congresso debater o semi-presidencialismo.

Também participou da conversa o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Outra autoridade que passou pelo Jaburu neste domingo foi o presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE).

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O clima  de guerra na cidade de Batalha, no sertão alagoano, após a morte do vereador Adelmo Rodrigues Melo 61 anos, mais conhecido como Neguinho Boiadeiro, deixou os moradores da região amedrontados. Tanto que a população resolveu se trancar em suas casas com medo de represálias. O vereador Neguinho Boiadeiro, foi morto a tiros no inicio da tarde  de ontem (09) em frente à câmara municipal. Dois homens, que conseguiram fugir do local sem serem identificados, dispararam várias vezes contra o carro do vereador.As informações a respeito da emboscada ainda são escassas, mas testemunhas disseram que os algozes de Boiadeiro aguardaram o final da sessão legislativa sentados numa praça que fica em frente à Câmara de Vereadores e quando o viram sair, por volta das 13h00, apenas aguardaram ele entrar em seu carro para começar a disparar diversas vezes, sem dar chance para qualquer defesa.

O veículo, uma Pajero, era dirigido por um policial civil, que fazia a segurança particular do vereador. Ele foi identificado como Joaquim Pirauá, de 54 anos. Ele teve ferimentos no tórax e no ombro e está no centro cirúrgico da Área Vermelha do Hospital de Emergência Daniel Houly, em Arapiraca.

Em áudios enviados à imprensa, os moradores demonstram pavor ao relatar os episódios ocorridos na cidade. Eles contam que a morte de Neguinho Boiadeiro foi o estopim para reacender a antiga rixa da família que se arrasta desde o assassinato do ex-prefeito do município, José Rodrigues Dantas, conhecido como “Zé Miguel”, em 1999.

Nos áudios, a população chegou a relatar invasão à Prefeitura Municipal de Batalha e incêndio a prédios públicos. Entretanto, a Secretaria de Segurança Pública não confirmou os relatos e alegou que os áudios apresentam informações desencontradas e inverídicas. A SSP informou irá atualizar os dados sobre o ocorrido em Batalha.

Acontece que, além do primeiro crime, o sobrinho do deputado estadual Luiz Dantas (PMDB), identificado como José Emílio Dantas, foi baleado momentos depois do homicídio. Policiais do 44º DP de Batalha acreditam que José Emílio pode ter sido alvejado como ‘revide’ à morte de Neguinho Boiadeiro, uma vez que existe rixa entre as famílias.A Polícia Civil irá investigar ainda a hipótese do filho de Neguinho Boiadeiro, identificado como José Anselmo Cavalcante Melo, o Preto Boiadeiro, ser o o autor do segundo crime. Ele teria ido à casa de José Emílio e atirado contra à vítima, mas, a informação só será confirmada após a investigação da Polícia Civil.

Em entrevista, o delegado Cícero Lima, responsável por investigar o caso, informou que diversas pessoas foram ouvidas e o nome de Preto Boiadeiro surgiu nos depoimentos. Mas, ainda é prematuro dizer que Preto Boiadeiro é o autor dos disparos.

Reforço na segurança

Militares do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM) disseram que diversas equipes do Bope e batalhões de área estão a caminho de Batalha para tentar amenizar a sensação de insegurança da população. Um vídeo que circula nas redes sociais mostram várias viaturas se dirigindo à cidade.Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que enviou reforço das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e do Grupamento Aéreo da SSP a Batalha. A SSP disse ainda que o delegado regional de Batalha, Rômulo Monteiro, está investigando o caso. Após tomarem conhecimento do crime, o diretor da área do Sertão, delegado Cícero Lima, e o delegado de Pão de Açúcar, Sandro Marcelo, também foram à cidade para ajudar na elucidação do caso.

Além de agir com o contingente policial, a cúpula da Segurança Pública está monitorando a situação para evitar que outros fatos como este voltem a ocorrer e criem clima de insegurança na cidade.

(Do Alagoas 24H)

quinta-feira, 09 de novembro de 2017

Em entrevista coletiva concedida no final da manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal detalhou a Operação Torrentes, deflagrada  desde as primeiras horas do dia para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e corrupção de servidores públicos vinculados à Secretaria da Casa Militar do Estado de Pernambuco. Ao todo 70 mandados judiciais estão sendo cumpridos no estado, sendo 15 de prisões temporárias, 19 de conduções coercitivas e 36 de busca e apreensão. A ação tem como alvos o Palácio Campo das Princesas (sede do governo do estado), o prédio da Vice-Governadoria, no bairro de Santo Amaro, além de imóveis nos bairros da Torre, Graças e Beberibe – todos do Recife – e de Casa Caiada, em Olinda.Foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva contra dois militares da alta cúpula da corporação: ex-comandante da Polícia Militar de Pernambuco, Coronel Carlos D’Albuquerque e o coronel Mário Cavalvanti. Eles foram conduzidos à sede da PF para prestar esclarecimentos e depois foram liberados.

Outros quatro policiais militares, no entanto, foram presos por força de prisão temporária e, após depoimento, serão levados para o Batalhão da Cavalaria, onde ficarão detidos. São eles: o tenente coronel Laurinalfo Félix do Nascimento, o tenente coronel Fábio Rosendo de Alcântara (secretario executivo defesa civil em 2010 ), o coronel Roberto Gomes de Melo Filho (coordenador da op. reconstrução de 2010) e o tenente coronel Waldemir José de Araújo.

Também foram alvo de prisão temporária cinco empresários: Ricardo Padilha, Rogério Fabrício Roque Neiva, Romero Fitipaldi Pontual (da Ceasa) e  Antônio Manuel Andrade Júnior. Ricardo José de Padilha Carício e a esposa foram conduzidos de casa, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em uma viatura da PF, para a sede da corporação, na Avenida Cais do Apolo. Os dois não quiseram falar com a imprensa. Esta não é a primeira vez que Padilha é detido pela PF. No dia 29 de setembro deste ano, o empresário foi detido em uma casa no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, durante a  terceira fase da “Operação Mata Norte”. Ele é dono de uma das empresas investigadas por desvios de verbas públicas da merenda escolar na cidade de Lagoa do Carro, Zona da Mata de Pernambuco.

A Operação Torrentes cumpriu ainda diversos mandados de busca e apreensão, muitos deles no Palácio Campo das Princesas (sede do governo do estado), no prédio da Vice-Governadoria, no bairro de Santo Amaro, além de imóveis  residenciais e comerciais nos bairros da Torre, Graças e Beberibe – todos do Recife – e de Casa Caiada, em Olinda.
Durante entrevista coletiva, o chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, Renato Madsen, pontuou que o governo federal encaminhou à Casa Militar mais de R$ 450 mihões nos anos de 2010 e 2017 e que parte desses recursos foram desviados por meio de um acordo com empresários e integrantes da Casa Militar, mas não há como mensurar o tamanho do prejuízo aos cofres públicos. “É um grupo de empresas que tinham correlação e atuação em várias cidades. A operação não investigou obras, mas o apoio aos serviços e a hipótese é de que era simulada a compra de algo que já se tinha, muitas vezes fruto de doações. Até o momento não há envolviento de políticos, mas de agentes públicos. Analisamos os contratos celebrados entre o governo do estado e as empresas beneficiadas. A gente analisa fatos, contratos, desvios, se é em um órgão ou no outro, para nós é indiferente. Em alguns casos, o faturamento era de 20% a 30% em cada um dos ítens, o momento é de quantificar. Vamos comparar ouvidas com as buscas, dados bancários e o desvio com favorecimento de algumas empresas. No dia de hoje, na medida em que houve teve a deflagração da operação, os órgãos públicos foram acionados formalmante e estão colaborando. A operação não é contra as pessoas, mas para apurar os fatos. A maioria dos envolvidos é de servidores públicos, mas também empresários”, acrescentou Madsen.

Investigação –A Polícia Federal investiga 15 processos licitatórios, entre esses 12 relacionados à Operação Reconstrução (2010) e três relativos à Operação Prontidão (2017), de ajuda às vítimas das enchentes na Mata Sul do estado.

O caso começou a ser investigado a partir de uma denúncia pública à Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público de Pernambuco (MPPE) de desvio de dinheiro no seguimento das duas operações. Na denúncia constavam os nomes de três empresários.