segunda-feira, 24 de julho de 2017

Três pessoas morreram baleadas na noite deste domingo (23) durante um baile funk no Jardim Catanduva, Zona Sul de São Paulo. Uma quarta vítima ficou ferida e está internada no Hospital Campo Limpo, também na Zona Sul.

Segundo a Polícia Civil, tudo começou após um desentendimento entre homens que participavam de um baile na esquina das ruas Doutor Renato Bueno Neto e João de Siqueira Ferrão. A corporação apura qual teria sido o motivo da briga.

As três vítimas fatais são Paulo Henrique de Azevedo, de 31 anos, Otávio Pereira Dias, de 34, e Anderson de Paula Guedes, de 23. Os dois primeiros morreram ainda no local do crime, de acordo com a Polícia Militar. Já Anderson, mesmo baleado, conseguiu ir de moto até o Hospital do Campo Limpo, mas também não resistiu aos ferimentos.A quarta vítima – e única sobrevivente – é um jovem de 18 anos. Conforme apurou o G1, ele foi levado ao Hospital do Campo Limpo em estado grave, passou por cirurgia durante a madrugada e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As mortes ocorreram a poucos metros da Rua Professora Nina Stocco, onde, em abril, três pessoas foram assassinadas em uma chacina. PMs ouvidos pela reportagem disseram que a área é um conhecido ponto de tráfico de drogas.

Em relação às mortes de abril, a suspeita é de que estejam relacionados a uma disputa pelo controle de bocas-de-fumo. O pai de uma das vítimas daquele mês confirmou que o filho tinha envolvimento com o tráfico e chegou a dizer que rezava para que ele fosse preso: “Prendendo tem mais uma chance, né”.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Presos colocaram fogo em colchões no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, os detentos iniciaram uma rebelião no presídio onde ficam os detentos provisórios, ainda sem condenação, na capital paulista.

Imagens aéreas do GloboCop mostraram fogo na unidade. Nas imagens, é possível ver presos jogando colchões e camisetas no fogo, que atingiu dois pátios. Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas para lá.

O CDP fica ao lado da Marginal Pinheiros. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a pista local foi bloqueada por causa do incêndio.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que “presos do Centro de Detenção provisória de Pinheiros I se envolveram em uma ato de indisciplina, ateando fogo em colchões”.

Policiais e integrantes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), compostos por agentes da SAP, foram acionados. Segundo a pasta, o grupo “entrou na unidade para restabelecer a ordem”. “Não há reféns e por enquanto não há informações de feridos”, completa o comunicado.

A PM informa que foi feito um cerco no local e não havia o registro de fugas.

O CDP Pinheiros I está superlotado. Dados do site da SAP indicam que a unidade abriga 1.383 detentos, enquanto sua capacidade é de 521. Ou seja, o CDP I opera 165,5% acima do normal.

Transferência

Em janeiro, o governo de São Paulo transferiu 70 detentos de facções rivais ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que lidera o comércio de drogas no estado. A medida teve como objetivo evitar possíveis conflitos, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

A determinação foi dada pelo titular da pasta, Lourival Gomes, e ocorreu após rebeliões no Amazonas e em Roraima deixarem diversos mortos. Os assassinatos ocorreram devido à disputa entre e o PCC e a facção rival carioca, Comando Vermelho (CV), pelo controle dos presídios e do tráfico de drogas no país.

domingo, 23 de julho de 2017

O Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar está na Favela do Vidigal, no Leblon, Zona Sul do Rio, desde a madrugada deste domingo (23), quando um policial foi baleado durante confronto na comunidade. A vítima foi o sargento Hudson Silva Araújo, de 46 anos. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu ao ferimento e morreu. Hudson é 91º PM a ser assassinado no estado.

A ação, que conta com homens do Batalhão de Operaçãoes Especiais (Bope) e Batalhão de Ações com Cães (BAC), pretende encontrar envolvidos no ataque que resultou na morte de Hudson.

De acordo com o Setor de Inteligência da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal, três suspeitos já forarm identificados, conforme informou o comandante da unidade.

Além da mobilização da PM, a Divisão de Homicídios da Polícia Civil também investiga o caso. O número de militares direcionados para a operação não é divulgado pela PM por uma questão estratégica.O sargendo Hudson Silva de Araújo patrulhava uma das principais vias da comunidade quando foi baleado na troca de tiros. O PM chegou a ser socorrido por outros policiais para o Hospital Miguel Couto, que também fica no Leblon, foi operado às pressas, mas morreu na mesa de cirurgia.

A Coordenação de Polícia Pacificadora comunicou que Hudson era supervisor de equipes na UPP Vidigal e completaria 15 anos na corporação em setembro deste ano. O PM era casado e deixa duas filhas. Por enquanto, o corpo do policial continua no Miguel Couto e, mais tarde, ainda nesta manhã, será encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Protesto pede fim de mortes

Enquanto homens da PM começavam a ocupar o Vidigal, parentes de policiais organizaram protestos, em todo o Brasil, em defesa da vida dos agentes. No Rio, a concentração dos familiares teve início no Posto 5 da Praia de Copacabana. Os organizadores da passeata não divulgaram estimativa de público.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O bloco Mercosul pediu nesta sexta-feira (21) à Venezuela o restabelecimento da ordem institucional e que o governo de Nicolás Maduro e a oposição iniciem um diálogo que permita um “arranjo político crível”.

O comunicado conjunto foi emitido pelos Estados-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) bem como Chile, Colômbia, Guiana e México, que se reuniram na cúpula de chefes de Estado na cidade argentina de Mendoza. Na nota, os países reiteram sua “profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária” na Venezuela.Além disso, o texto faz “um apelo urgente pelo fim da violência e pela libertação de todos os detidos por razões políticas”.

Os países signatários da declaração exigem o restabelecimento “da ordem institucional, a vigência do Estado de direito e a separação de poderes, dentro do pleno respeito às garantias constitucionais e aos direitos humanos”.

As nações pediram ao governo e à oposição que “não tomem nenhuma iniciativa que possa dividir ainda mais a sociedade venezuelana e agravar conflitos institucionais”.

“Convencidos de que a solução para a crise só poderá ser resolvida pelos venezuelanos, (os países signatários da declaração do Mercosul) pedem diálogo ao governo e às forças opositoras da irmã República Bolivariana da Venezuela, que permita um arranjo político crível”, diz o texto.

Finalmente, os países reiteraram “sua plena disposição para conduzir esse processo de diálogo entre venezuelanos da maneira que seus atores considerarem mais conveniente”.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

As Forças Armadas estarão, nos próximos dias, nas ruas do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa, Raul Jungman ao RJTV. Os militares permanecerão nas ruas da cidade até dezembro de 2018.

“Já está ativado um Estado-Maior Conjunto. Todas elas já estão atuando aí”, disse Raul Jungman.

O ministro disse ainda que a vantagem das Forças Armadas é que não há necessidade de gente de fora do Rio.

Presença constante

Não é a primeira vez que o governo do RJ pede ajuda às Forças Armadas para a questão de segurança.

Em 14 de fevereiro, o Rio de Janeiro amanheceu, com reforço no policiamento, vindo das tropas do Exército.

A liberação foi concedida pelo presidente Michel Temer após visita do governador Luiz Fernando Pezão, que fez o pedido alegando a necessidade por conta do aumento no número de pessoas na cidade até o carnaval. Os militares ficaram na cidade entre 14 e 22 de fevereiro.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho de Pelé, Edison Cholbi Nascimento, o Edinho, se apresentou na tarde desta sexta-feira (21) à Polícia Civil, em Santos, no litoral de São Paulo, para cumprir 12 anos de prisão. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro em decorrência do tráfico de entorpecentes.

Edinho se apresentou após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidir, pela terceira vez, na quinta-feira (20), rejeitar as apelações da defesa. Em seguida, a ordem de captura foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Praia Grande.

Ao chegar no 5º Distrito Policial de Santos, o ex-goleiro falou rapidamente com a imprensa. “Não aguento mais. Estou convicto na minha luta e, com certeza, vou vencer. Frustração”, disse.

O advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, informou que agora vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele possa responder em liberdade. Ele permanecerá preso até um novo parecer da Justiça.

O ex-jogador chegou ao 5º Distrito Policial por volta das 16h, acompanhado do advogado e carregando duas sacolas, com cobertores e roupas. Edinho já foi preso outras quatro vezes, desde que a operação que resultou na sua condenação foi iniciada.

Prisões

A primeira prisão de Edinho aconteceu em 2005. O ex-goleiro foi detido com outras 17 pessoas pela Operação Indra, realizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho.

Após seis meses em prisão provisória, foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em janeiro de 2006, ele teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade.

Em fevereiro do mesmo ano, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. O ex-jogador voltou a ser preso, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois disso, a Justiça mantinha a decisão de negar os pedidos de liberdade, mas acabou um habeas corpus formalizado pela defesa e de Edinho.

No dia 30 de maio de 2014, o ex-goleiro do Santos Futebol Clube foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas após decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Naldinho também foi condenado, mas está foragido desde então.

Edinho foi preso no dia 7 de julho por não ter apresentado seu passaporte à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. O advogado Eugênio Malavasi conseguiu um novo habeas corpus para que o cliente pudesse responder em liberdade.

Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse sua rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

Em 25 de fevereiro deste ano, o ex-goleiro voltou a ser preso. “Estou frustrado, pois estou sendo massacrado pela Justiça, mas eu preciso confiar nessa mesma Justiça, e tenho certeza que, com o tempo, as coisas vão se acertar”, disse na época. Ele conseguiu autorização para responder em liberdade dias depois.